E os sites teimam em não funcionar

Postado por Osvaldo Santana

Recentemente eu comprei um Macbook e passei a ser usuário do Mac OS X. Neste sistema eu tenho acesso a dois browsers extremamente poderosos: o Safari e o Firefox. Ambos em suas últimas versões.

Como uso Linux pro trabalho eu também comprei uma licença do VMWare Fusion (que já valeu cada um dos centavos gastos) onde rodo um Ubuntu Linux e navego com o Firefox.

Isso significa que em meu ambiente tenho à disposição 2 browsers diferentes sendo que um deles roda em 2 sistemas operacionais distintos.

Eu também gastei R$500 com uma licença original do Windows Vista. Em minha opinião esse dinheiro foi perdido porque o sistema é ruim (não porque é o Windows e sim porque é o Vista). Como não uso o Windows pra nada além de eventuais partidas de Counter-Strike (que não podem ser jogadas no VMWare por causa da falta do suporte à aceleração 3D da placa) eu praticamente não inicio ele em minha máquina. Iniciá-lo também é chato e consome muita memória me obrigando quase sempre a ‘desligar’ o Linux.

Em resumo: Iniciar o Windows pra mim é um transtorno.

Nos últimos meses eu tive que interagir via Web com uma grande quantidade de sites governamentais, bancos, empresas de telefonia e até mesmo lojas de e-commerce e me impressionou a quantidade absurdas de sites que ainda teimam em não funcionar com browsers que não sejam o Internet Explorer.

No passado eu entendia essas coisas porque realmente o IE era usado por 99,9% dos clientes na Web mas hoje, apesar de ainda ser uma grande maioria, esse cenário mudou bastante.

Dependendo das estatísticas que se pega na Internet você pode ver que a presença do IE varia entre 74% e 95% e alguns vão se perguntar: o que são 5% dos navegadores? Porque devemos nos preocupar com 5% dos navegadores Firefox/Safari/Opera/…?

Porque numa pesquisa de 2007 o Brasil tinha 15 milhões de pessoas com acesso à Internet e 5% de 15 milhões são 750.000 pessoas! :)

Me explique uma coisa: que tipo de empresa despresaria 750.000 potenciais clientes somente porque a sua equipe técnica não quer investir um tempo testando o site em um browser “alternativo” e eventualmente corrigir problemas?

Os empresários brasileiros desprezam 750.000 potenciais clientes e depois dizem que seus negócios estão afundando por conta dos impostos altos…

Segue abaixo uma lista de sites que não funcionam com browsers não-IE:

  • http://www.vivo.com.br - Simplesmente não é possível “logar” na parte de serviços deles para aquelas tarefinhas ‘triviais’ como ver a fatura do celular e afins.
  • http://www.claro.com.br - É impossível acessar qualquer informação referente à sua conta no site deles. Outras partes estão OK.
  • http://www.saraiva.com.br - Não é possível alterar o seu endereço de entrega.
  • Todos aqueles “Atendimento Online” que tentei usar não funcionaram.
  • … se vocês lembrarem de mais algum coloquem nos comentários…

O site do Banco Itaú funciona perfeitamente bem com meu browser, mas a disponibilidade dos serviços deles é patética. Pelo menos duas vezes por semana eu recebo um “Erro do servidor” ou um “Serviço indisponível” na cara.

Mas cabe acrescentar que uma vez fiz uma reclamação pro Itaú sobre uma parte do site que não estava funcionando no Firefox e algumas horas depois me ligaram pedindo detalhes para providenciar o conserto. E consertaram mesmo. Isso foi Nota 10!

Como vocês puderam ver eu tenho o hábito de ligar reclamando desses problemas e sugerindo o conserto dos mesmos, mas tenho certeza de que eles jogam fora esses conselhos porque “só” 5% dos acessos deles vêm de browsers alternativos.

Aos amigos do Terra… eu ia acrescentar o Terra TV aqui mas ele subitamente funcionou no meu Firefox :)


Porque a Web 2.0 não engrena no Brasil?

Postado por Osvaldo Santana

Hoje, durante a minha leitura matinal, eu esbarrei num post que me levou a outro que me levou a outro.

Um resumo muito rápido do conteúdo desses três posts seria: “Porque o Brasil não desenvolve sites Web 2.0? Porque as faculdades não preparam os estudantes.”

Mas eu gostaria de acrescentar algumas coisas a mais nessa equação: “Qualificação”, “Custo” e “Investimento”.

Eu nunca montei uma empresa de tecnologia no Vale do Silício então não tenho uma referência de como as coisas por lá funcionam em detalhes, mas estou no processo de abertura de empresa aqui no Brasil e tenho um projeto “Web” pra ser desenvolvido.

O meu projeto Web 2.0 não tem nada relacionado à mídia (TV, vídeo, som, música) mas para fins de ilustração vou fingir que a minha idéia seria de montar um site de mídia chamado SeuTubo!. Então vamos à história.

Sou um “mico”-empresário brasileiro típico: o que falta de dinheiro sobra de coragem (insanidade?). E vou atrás do que é necessário para desenvolver meu projeto. Até o momento eu só tenho um Plano de Negócios (Business Plan) que venho desenvolvendo a meses e que julgo estar bom.

Vou adiar ao máximo a abertura formal da empresa porque sei que isso gera muito trabalho que eu ainda não preciso ter. Então parto para desenvolver a aplicação. Eu não sou um técnico/programador/sysadmin perfeito mas, também para fins de ilustração, vou ser um super-homem-do-código.

Como as soluções de vídeo na Web já estão razoavelmente ‘comoditizadas’ eu começo a pescar os componentes da solução aqui e ali pra montar meu site… Uma pitada de Python, outra de PHP, uns MySQLs pra alegrar os amigos que trabalham na Sun, um pouquinho de Java pra indexar os dados, … estamos quase lá… falta só o componente central: o player do lado cliente que é feito em Flash.

Ummm… Google: “Free Flash vídeo player download”… nada… busca de outro jeito trocando “Free” por “Open”… nada também… mais procura… acho algumas coisas bem imaturas e que não estão em pleno desenvolvimento… é, não vale a pena arriscar o meu futuro negócio por essa economia. Hora de colocar a mão no bolso (vazio).

Eu não tenho dinheiro pra comprar nada. Então vamos à procura de um investidor… Onde? Cadê os investidores de risco no Brasil? Tem até um portal pra eles feito *pelo governo* mas a coisa não é tão simples assim (e levaria tempo que eu já não tenho tanto).

Bom… vendo meu carro e compro esses componentes de software. Que sorte! Eu tinha um carro pra me desfazer! Meu filho vai pra escola à pé… já tá na hora dele começar a fazer atividades físicas mesmo…

A tal ferramenta sai barato: $1000 (preço hipotético também). Viva o Brasil! O dólar agora tá uma merreca! E ainda sobrou uma grana da venda do carro…

Termino de desenvolver o meu software. Hora de buscar um lugar pra hospedá-lo. Vocês já viram os custos de infraestrutura de rede no Brasil? Como que minha empresa sobreviveria até ter lucro gastando uma fortuna com as Telecoms? Que negócio Web prospera num país que cobra os preços obcenos do Brasil por um link de 1MB?

E minha aplicação de vídeo? Vocês tem uma noção da quantidade de banda que consome? E se o site fizer sucesso… que bom, não? Não! Porque eu iria à falência antes que esse sucesso vire receita porque as belas-Telecoms iriam me estorquir.

Mas… Aí eu vejo que dá pra hospedar o meu negócio em um país cujas empresas e empresários pensam nas pessoas como eu: EUA. Contrato um serviço de “Cloud Computing” onde eu pago preços baixos sob demanda pelo uso de banda. E cruzo os dedos pro dólar não voltar a subir :)

Legal… meu site tá funcionando lá… já dá até pra abrir ele pro público. Mas espere! Agora que eu percebi isso… o visual do meu site está uma tosqueira só! Preciso ‘dar um tapa’ no visual dele e me certificar que ele está usável, afinal, usabilidade e visual são requisitos da Web 2.0, certo?

Vou atrás de empresas de design e usabilidade… Os caras sabem que eles são poucos e vão te cobrar fortunas pela ajuda. Eles estão certos. Lei básica do mercado: muita demanda + pouca oferta = preço alto.

Tento por outra via: achar um cara de design e/ou usabilidade (provavelmente recém-formado) para ser meu sócio (lembre-se que não tenho grana pra pagar salário, logo, todos os meus ‘funcionários’ precisam ser sócios). Eu tento, tento, tento e… lanço o site feio e pouco usável mesmo. Não acho alguém com esse perfil pra me ajudar (e isso já não é ilustração, é real :D).

Legal… o site está em funcionamento e mesmo feio/torto está fazendo sucesso. Já tem até um dinheirinho entrando! Massa! (em dólar… tenho até dó do meu futuro contador) Agora não dá mais pra esperar. Tenho que formalizar a empresa.

Voltando à vida real: de 20 a 30 dias entre o início do processo e a impressão das notas fiscais. Isso porque moro no Paraná (um dos estados onde a abertura de empresas acontece rapidamente).

Agora troquem o “mico”-empresário brasileiro da história acima pelo Chad Hurley e pelo Steve Chen e vejam se foi difícil assim montar o Youtube?

Será que eles morreram nos primeiros meses de funcionamento porque as fornecedoras de links deles os estorquiram? Será que eles tiveram (ou teriam) trabalho pra encontrar um Angel Investor no Vale do Silício para financiá-los no início? Será que ficou caro e/ou foi difícil achar um especialista em design/usabilidade pra fazer o site deles? E formalizar a empresa deles? Levou um mês?

Então é isso. Muito mais do que o problema da péssima formação dos estudantes do Brasil a dificuldade para se montar um site “Web 2.0″ passa por burocracia governamental, dificuldade de financiamento, infra-estrutura cara, entraves alfandegários/tecnológicos (ex. importar equipamentos não lançados no Brasil) e falta de visão empreendedora do brasileiro (brasileiro prefere ser funcionário).

Nesse cenário cheio de “pragas” é difícil de vingar uma lavoura. E quem resolve se aventurar nesse cenário, como eu, é tratado por louco pelos companheiros. E com razão.


Bossa Conference’08

Postado por Osvaldo Santana

Uma das coisas mais legais do universo do “Software Livre” são os eventos organizados para reunir fisicamente os colegas com os quais a gente trabalha somente pela Internet. Mais legal ainda é quando o evento tem um formato levemente diferenciado e promove muito mais a confraternização e o bate-papo entre os participantes do que as apresentações (que em alguns casos podem ser chatíssimas).

Agora imagina esse mesmo evento em um lugar paradisíaco, cercado de belas praias e com muito sol. Bom, né? Mas não acaba por aí.

Pense neste mesmo evento com participantes nacionais e internacionais que são famosos por trabalharem em projetos importantes de Software Livre.

Não é um evento utópico. É a Bossa Conference’08 que vai acontecer em Porto de Galinhas, PE e é promovido pelo INdT no intuito de se tornar o maior evento técnico de Software Livre e mobilidade do país.

Bossa Conference’08

Pra se ter uma idéia do que vocês irão encontrar lá (presenças já confirmadas):

  • Aaron Seigo - KDE4 / Qt4 em dispositivos móveis
  • Alp Toker - Webkit
  • Carl Worth - Cairo
  • Denis Kenzior - Trolltech
  • Harald Welte - ex-desenvolvedor do Openmoko
  • John “J5″ Palmieri - D-Bus, OLPC e Tubes (RedHat)
  • Lennart Poettering - Pulseaudio
  • Marcel Holtmann - BlueZ
  • Marcelo Oliveira - Canola (INdT)
  • Øyvind Kolås - Clutter (Interfaces 3D)
  • Rasterman - EFL (criador do Enlightenment)
  • Zack Rusin - KDE, Mesa e Galium3D

E existe uma lista com outros nomes que precisam ser confirmados que incluem nomes de peso na comunidade. É só acompanhar o site e esperar novidades.


First Mamona Release!

Postado por Osvaldo Santana

OpenBOSSA Labs and INdT proudly announce: Mamona 0.1!
Mamona

Mamona is an embedded Linux distribution for ARM EABI. The main goal of the Mamona Project is to offer a completely open source alternative for the Maemo Platform.

We’re currently targeting the Internet Tablet devices from Nokia (N800 and N810) but we’ve plans to support more ARM-based devices in the future.

You can find more informations about the project here.

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O OpenBOSSA Labs e o INdT orgulhosamente anunciam: Mamona 0.1!

Mamona é uma distribuição Linux para dispositivos embarcados que usam ARM EABI. O objetivo principal do projeto Mamona é oferecer uma alternativa completamente open source à plataforma Maemo.

Atualmente nós estamos visando os dispositivos Internet Tablets da Nokia (N800 e N810) mas nós temos planos de dar suporte para mais dispositivos baseados em ARM no futuro.

Você pode encontrar mais informações sobre o projeto aqui (inglês).


Curso grátis de Maemo

Postado por Osvaldo Santana

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O laboratório de software (OpenBossa) do INdT, onde trabalho, está organizando treinamentos sobre a plataforma Maemo (Linux, Internet Tablets, Nokia, 770, N800, N810, …) totalmente “di grátis”.

Os treinamentos ocorrerão nos dias 20 e 21 de Novembro em Joinville, SC (na mesma SOCIESC onde tivemos a PyConBrasil 3). Nos dias 26 e 27 de Novembro o mesmo evento ocorrerá em Manaus na UFAM.


FISL9.0

Postado por Osvaldo Santana

Estive no FISL8.0 este ano e vou lhes dizer o que eu quero ver no próximo…

  • Eu espero que no FISL9.0 eu consiga me conectar à rede Wi-Fi.
  • Também espero palestrar em salas com isolamento acústico ou pelo menos que esteja bem longe do stand da Utah e a sua gritaria mal-educada que aconteceu durante a minha palestra.
  • Queria ver mais coisas legais como o OLPC ou a oficina do Etienne de La’Croix que produziu uma bateria eletrônica com embalagens de iogurte e cabeças de HD. Muitas e muitas crianças com seus laptops.
  • Queria ver palestrantes mais bem preparados para se apresentar. Tanto nos aspectos técnicos quanto nos aspectos gerais de uma apresentação.
  • Quero que a palestra do Jono Bacon seja no mínimo igual à desse ano.
  • Quero ver o stand da Fundação Python Brasil reunindo a turma do Python, Zope e Plone. Esse ano a gente acabou esquecendo de pedir um espaço para nós.
  • Quero ver mais Ruby, mais Python, mais Lisp, mais código fonte, menos cases privados, menos cases públicos, menos Java… muito menos Java.
  • Quero um evento mais acessível com lugares para se alimentar de forma decente.
  • Quero rever os amigos e fazer novos amigos.
  • Quero ver a Tempo Real esgotar as camisetas de Python, Zope e Plone mas também quero ver eles venderem muitos livros e acessórios. Principalmente livros de Python (que estarão disponíveis em inglês *e* português).
  • Também quero ver muitas pessoas contando como a III PyConBrasil em Joinville (que ocorre no dia 30 de agosto desse ano) foi o melhor evento de suas vidas.
  • Quero ouvir as histórias boas sobre os bons projetos que a turma da Simples Consultoria desenvolve. Quero ver a PyTown e o Xiru estourando a boca do balão. O Fabio Rizzo atolado até o pescoço de bons trabalhos. E que essas empresas consigam contratar bons programadores Python para trabalhar.
  • Quero que a organização do evento tome mais cuidado com a divulgação das informações sobre mudanças na grade de programação e sobre o funcionamento das outras atividades (como as oficinas). E que o site não suma com os curriculums de alguns palestrantes excelentes como aconteceu esse ano. Isso fez com que suas propostas fossem recusadas.
  • Quero ver o notebook que o Dorneles ganhou na Arena.
  • Quero ter tempo para enviar notícias para o br-linux do Augusto e quem sabe acabar ganhando um dos prêmios que ele costuma distribuir para quem lhe envia informações sobre o evento.
  • Espero gastar outra pequena-fortuna-em-dinheiro comprando livros sobre Turbogears (esse eu já comprei e estou gostando), Django, Python e desenvolvimento em geral.
  • Espero ter pelo menos umas 20 idéias de palestras e apresentar pelo menos 1.
  • Espero que as camisetas “G” estejam maiores ou que eu esteja menor para caber adequadamente dentro delas.
  • Aquele monitor de 24″ da Sun também não seria de todo mal.

É isso. Como vocês podem ver eu não quero muita coisa :)
Parabéns ao FISL8.0.


Bossa Conference, quando é a próxima?

Postado por Osvaldo Santana

Acabou? Já? Que pena… :(
Se aqui no Brasil a gente tivesse mais eventos nos moldes do Bossa Conference eu tenho certeza que em pouco tempo seríamos um grande produtor de Software Livre e não apenas meros usuários.

Depois de ter participado e ter assistido algumas das mais fantásticas palestras que pude ver em minha caminhada pelos corredores do Open Source eu vou enumerar o que funcionou, o que não funcionou e o que precisa melhorar para a próxima edição do evento.

Funcionou muito bem o foco nos espaços para bate-papo entre os participantes no lugar de usar apenas aquele modelo palestra-após-palestra. Os intervalos entre algumas palestras era maior que o normal e a organização do evento disponibilizou festas de confraternizações para o final de cada dia. Nesses encontros mais informais desenvolvedores, líderes de projeto e aprendizes-desenvolvedores puderam falar sobre trabalho e diversão.

É fácil notar que desses encontros muitos projetos novos surgirão, muitas idéias legais serão implementadas e a qualidade dos softwares de código aberto vão melhorar consideravelmente.

O evento também focou na parte técnica do desenvolvimento de software, ou seja, não haviam (ou poucas eram as) palestras de vendedores e políticos. Tivemos só uma palestra que trata de Inclusão Digital e assemelhados e mesmo essa palestra falou sobre o projeto OLPC que apresenta uma série de desafios técnicos interessantes (além do aspecto social).

Também não tivemos palestras de sysadmins ou de DBAs. Nada contra palestras técnicas sobre esses assuntos, mas o evento preferiu dar uma atenção aos desenvolvedores.

A organização também pagou as despesas dos palestrantes. Isso permite que bons palestrantes participem do evento mesmo que eles não tenham condições de bancar uma viagem para Porto de Galinhas.

O que não funcionou durante todo o evento foi a rede Wi-Fi. Esse tipo de falha até seria perdoável se a conferência fosse um congresso médico mas num evento de tecnologia e de software livre não pode acontecer. Transparece amadorismo tupiniquim sob o olhar dos estrangeiros que estão acostumados a ficar 100% do tempo conectados. Usar chave WEP para fechar esse tipo de rede não é necessária. A idéia é fechar só o que não for permitido e não o inverso.

Houve um certo descuido do Hotel e/ou da organização do evento com relação à alimentação de alguns palestrantes. Alguns deles, que eram vegetarianos, tiveram uma grande dificuldade de encontrar comida durante as festas de confraternização que ocorriam durante a noite.

Entre as coisas que precisam melhorar estão o preço que inibiu a participação de algumas pessoas interessadas em participar do evento. O pessoal tem que ter em mente o fato de que a maior parte dos participantes da comunidade de software livre é estudante ou não é remunerado por seu trabalho. Principalmente no Brasil.

Alguns participantes reclamaram da falta de informação sobre o que acontecia no evento. Eu não senti isso. Mas eu participei de algumas discussões com a organização do evento antes dele acontecer e também sou brasileiro e podia esclarecer as minhas dúvidas com qualquer um que falasse português :)
Palestras em inglês sem tradução simultânea. É verdade que se alguém participa desse tipo de evento e não sabe inglês ele precisa resolver esse problema primeiro e só depois pensar em ajudar em algum projeto Open Source mas alguns palestrantes não têm o inglês como seu idioma principal e isso dificultou o entendimento de algumas apresentações.

Nessa primeira edição a escolha dos palestrantes foi propositadamente fechada para que os organizadores conseguissem definir exatamente quais as pretensões do evento mas para as próximas edições seria legal abrir parcialmente ou totalmente a formação da grade.

Sobre o que eu vi no evento:

Eu vi muito Python. Python for Maemo (filhote meu :)), Python for S60 (muito massa! :)), PyPy (finalmente entendi o projeto), PyGTK+ (a gente usa no Python for Maemo) e LLVM (relacionado com PyPy).

Também vi muito sobre Maemo: Python for Maemo (filhote meu :)), Mamona, Hildon, LLVM (relacionado com ARM), Plataforma DaVinci (Texas Instruments), …

E é isso.


Bossa Conference

Postado por Osvaldo Santana

Bossa Conference

Cansado do “blablabla” político que costuma marcar os eventos sobre Software Livre no Brasil? Interessado em palestras técnicas de altíssimo nível? Ou quem sabe você gostaria de conhecer desenvolvedores de vários projetos importantes e famosos? E que tal assistí-las em um excelente hotel em uma das regiões turísticas mais bonitas do Brasil?

Isso é Bossa Conference.

O evento irá focar bastante em multimídia, dispositivos móveis e software livre que é basicamente a linha de trabalho do INdT que é o principal organizador do evento.

Neste evento o contato entre os palestrantes e participantes do evento será outro grande diferencial. Existirão palestras e workshops mas o plano principal é o de disponibilizar bastante tempo para o bate-papo entre os palestrantes e o público que estiver participando.

O evento irá acontecer nos dias 12 e 14 de março em Porto de Galinhas - PE. Mais informações no site do evento.


Novo Nokia com Linux

Postado por Osvaldo Santana

Durante a CES 2007, em Las Vegas, a Nokia lançou o seu novo dispositivo da família de internet tablets, o N800. Os N800 vieram para susceder os “antigos” N770.

Os internet tablets são dispositivos muito parecidos com os já conhecidos PDAs mas com o foco voltado para o acesso à Internet. Por essa razão já possuem o navegador Opera, plugin Flash 7, suporte a Javascript, etc em um hardware extremamente poderoso e uma tela com resolução de 800×480 que permite que as páginas sejam rendererizadas sem muitas adaptações (coisa que não acontece com outros dispositivos como celulares e PDAs convencionais).

Nokia N800

Agora a parte mais interessante desses dispositivos é que neles rodam a plataforma Maemo que é totalmente baseada em Linux e outros softwares livres e permite que todos os desenvolvedores Linux que portem suas aplicações facilmente para esses dispositivos.

Aqui no INdT nós trabalhamos basicamente com essa plataforma e é muito legal vê-la sendo usada em um produto tão legal quanto esse.

A parte triste da notícia é a de que não há previsão de venda desses equipamentos aqui no Brasil. Quem conhece alguém na europa pode encomendar um por cerca de £269.