I Has Arduino!
Postado por Osvaldo Santana
Hoje de manhã chegou uma encomenda pelo correio que eu estava esperando a muito tempo: meu Arduino
Quando eu tinha uns 9/10 anos de idade eu adorava ‘brincar com eletrônica’ com um amigo meu que tinha uma oficina em seu quintal. Todo dia depois da aula a gente jogava Atari na minha casa e depois ia para o “laboratório” dele montar os projetos que saiam nas revistas Experiências e Brincadeiras com Eletrônica Júnior ou na Be-a-Bá da Eletrônica.
Certo dia esse amigo meu me chamou na casa dele porque ele tinha acabado de ganhar um computador. Era um MSX Expert 1.1 da Gradiente completamente sem acessórios. Quando ele ligou o computador e começaram os primeiros acordes do cartucho de demonstração (Ligue-se ao Expert) eu pensei: “É isso o que eu quero pra minha vida”.
O processo de programação na época era +/- assim:
10 CLS 20 ON ERROR GOTO 70 30 PRINT "DESLIGANDO O ATARI DA TV E LIGANDO O EXPERT" 40 PRINT "COPIANDO PROGRAMA DO LIVRO..." 50 PRINT "EXECUTANDO O PROGRAMA (RUN)" 60 PRINT "PARABENS! DELIGUE O COMPUTADOR E PERCA TUDO" 70 END 80 PRINT "CORRIGE OS ERROS" 90 GOTO 50 RUN
Mas não foi pra falar disso que eu criei esse post. Vamos voltar ao assunto.
Enquanto morava em Recife o Elvis Pfützenreuter me deu alguns componentes eletrônicos que ele tinha comprado para usar em uma maquete de ferromodelismo que ele tinha desistido de continuar. Isso me fez lembrar de como era bom o cheiro de solda e decidi retomar a eletrônica como Hobby.
Assim como na computação as coisas evoluiram nos últimos anos com a eletrônica também. Então “aquela” eletrônica que eu conhecia onde a gente usava só uns transistores, uns resistores, uns capacitores, etc… se transformou em algo muito parecido com… informática!
“Brincar” com eletrônica nos dias de hoje quase sempre te levará a usar um microcontrolador, ou seja, você terá um chip programável com software para trabalhar.
E é aí que o Arduino entra na história.
O Arduino é um hardware com especificação livre e possui várias implementações diferentes mas todas elas possuem um microcontrolador Atmel instalado. Como o projeto é aberto existem diversas extensões e projetos que usam ele tal no universo do software livre.
A idéia do hardware livre é tão semelhante à do software livre que existem comunidades formadas em torno destes projetos. As idéias se intercalam também. Para ver isso basta olhar para a IDE utilizada para programar o Arduino. Usa o GCC como compilador e a IDE tem uma implementação livre feita em Java.
Se você, como eu, tem interesse nesse universo e quiser adquirir uma placa Arduino pra ‘brincar’ é só fazer uma visita no site da Symphony e comprar um. O modelo que eu tenho aqui é o de 16K:
Update: Esqueci de agradecer ao Blog do Jê que é um dos “praticantes de Arduino” no Brasil e notíciou o lançamento da placa pela Symphony (que tornou a compra mais $acessível$)
Programming Embedded Systems, Second Edition
Postado por Osvaldo Santana
Recentemente recebi gratuitamente uma encomenda com 4 livros da editora O’Reilly para que eu fizesse as resenhas desses livros.
Antes de tudo eu devo avisar que essa resenha não pertence à série de resenhas que eu vinha fazendo, e que devo continuar em breve, à qual eu dei o nome de “Leitura Obrigatória”.
O livro de hoje é o Programming Embedded Systems, Second Edition. Eu já estou quase terminando a leitura deste livro e já me sinto à vontade para recomendá-lo por aqui porque eu realmente me empolguei com o material.
Como muitos já sabem eu voltei a praticar o antigo hobby de montar dispositivos eletrônicos, e desde que eu havia parado de brincar com essas coisas muita coisa mudou. Hoje em dia é muito comum encontrar microprocessadores e microcontroladores em vários projetos, e trabalhar com esses componentes exige um conhecimento que mora entre a eletrônica “pura” e a informática.
Como eu já tenho bons conhecimentos de informática e meus conhecimentos de eletrônica “pura” estavam evoluindo com a prática do meu antigo hobby, estava faltando construir a ponte que iria unir essas duas áreas do conhecimento.
Na mesma época recebi uma proposta da O’Reilly para fazer resenhas dos livros de Python deles e aproveitei para pedir alguns títulos que tratavam de dispositivos embarcados. Recebi este livro juntamente com outros 3 de Python (aguardem resenhas) e comecei a lê-lo.
O livro tem foco prático como em quase todos os títulos da editora O’Reilly. Os autores realmente irão desenvolver o assunto em cima de uma plataforma real de desenvolvimento que usa um processador ARM XScale e irão conduzir o leitor desde o ponto onde a gente faz um LED piscar até o momento onde desenvolvemos aplicações reais com RTOS e Linux.
O livro fala sobre device drivers, interrupções, registradores, memória e sobre como gerenciar e desenvolver software em C (gcc) para usar todas essas funcionalidades.
Vale destacar que esse livro fica exatamente na fronteira entre um livro de nível básico e um livro avançado, ou seja, se você não entende nada de eletrônica e muito pouco de informática esse livro não irá lhe servir. Se você também já é um especialista no assunto pode achar o livro massante demais na primeira parte que trata de assuntos mais básicos.
O próximo passo agora é adquirir um kit de desenvolvimento parecido com esse que foi proposto no livro e começar a brincar. Eu tenho certeza que eu vou me divertir muito com esse tipo de coisa depois de ler este livro.
Para comprar: Programming Embedded Systems, Second Edition










