PyConBrasil 2008
Postado por Osvaldo Santana
Já está quase tudo pronto para o maior evento de Python da América Latina: a PyConBrasil 2008. A cidade escolhida para sediar o evento este ano foi o Rio de Janeiro e o evento irá acontecer nas instalações da Universidade Veiga de Almeira.
O local está definido, a grade com a programação está pronta, o convidado internacional está confirmado (aguardando somente o visto de entrada no Brasil), a divulgação está à todo vapor (você pode ajudar) e as inscrições estão abertas!
Enfim, tudo caminhando para fazer uma PyConBrasil ainda melhor do que a do ano passado em Joinville.
Colabore com a divulgação
Participe da campanha Site Amigo da PyConBrasil e ajude a divulgar o evento.
Além de participar da campanha Site Amigo você também pode fazer um post em seu blog dizendo o que você espera do evento (caso vá participar) ou sobre como você está triste por não poder participar.
Você também pode colocar o link e o banner do evento no feed do seu blog ou ainda pedir para aquele amigo que tem aquele blog famoso (ou trabalha em um jornal/revista/blog famoso) para divulgar o evento.
Adicione links para o evento no seu del.icio.us, compartilhe as notícias sobre o evento no seu Google Reader, comente com seus amigos do Twitter/Jaiku, entre e participe da comunidade no Orkut, faça um vídeo engraçado mostrando como você vai ao evento e coloque no Youtube… enfim… use a imaginação e colabore com o evento!
Você também pode adesivar o seu carro, ligar pra rádio e convidar os ouvintes, contratar carro de som, levar uma faixa ou bandeira no estádio com os dizeres: “Filma nóis na PyConBrasil Galvão!”, panfletar no semáforo…
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agosto 15th, 2008 at 7:26 pm
Guia de Sobrevivência no Rio de Janeiro
Resolvi escrever umas coisas interessantes que observei quando vim morar no Rio de Janeiro. Não tenho intenção de debochar dos cariocas, e ainda acho que o regionalismo é uma das riquezas deste país continental. São apenas coisas que me chamaram a atenção e resolvi compartilhá-las.
A primeira coisa que se deve aprender para sobreviver no Rio é pronunciar o “s” e o “r” como os cariocas “nativos”. Vamos começar pelo “r” que é mais fácil:
Lição 1 – Falando o “r” como carioca
A letra “r” tem o mesmo som sempre. Deve-se pronunciar o “r” como nas palavras “rato”, “refresco” e “rasteira”. Ou seja: quando se diz “porta”, pronuncia-se o mesmo “r” da palavra “rato”. Faça assim para todas as palavras com a letra “r” e está tudo certo. Ou melhor: quase tudo. Como toda regra tem exceção, tem o carioca com pinta de “malandro” que mete o “r” onde não teria. Aí começam a aparecer algumas aberrações do tipo “E ai, mermão!” ou ainda “É mermo?”. Mas ainda assim o “r” continua tendo a mesma pronúncia de sempre.
Lição 2 – Falando o “s” como carioca
Poucos percebem, mas o “s” pode ter som de “j” como na palavra “jaula” ou mesmo som de “x”, como na palavra “Xuxa”.
É comum o “s” ser pronunciado com som de “j” para formar um artigo no plural. Exemplo:
“Os golfinhos não bebem cerveja”. Essa frase seria pronunciada “Uj golfinhux não bebem cerveja”. Deu pra entender?
Lição 3 – Expressões Populares e Outros Costumes
3.1 – Olha Só
Não tem jeito, quando um carioca começa a falar alguma coisa, ele quase sempre inicia por “olha só”. Exemplos:
- “Olha só! Você também veio para o evento?”
- “Olha só! Vai por ali que é mais perto.”
3.2 – Saltando do Ônibus
Carioca não desce do ônibus. Ele salta. Embora morando a quase oito anos no Rio, nunca vi ninguém pulando para fora do ônibus ou do carro em movimento, mas é assim que se diz. Exemplo “Pega ônibus da linha 355 e salta perto da central!”. Ou ainda “Me dá uma carona que eu vou saltar na Praça da Bandeira”. Nada contra, apenas acho isso super atlético. Fico imaginando os velhinhos aposentados saltando do ônibus.
3.3 – Outras Expressões e Costumes
- O funcionário da companhia de ônibus que recolhe o dinheiro não é “cobrador”, ele é o “trocador”.
- Não se informa os ônibus pelo nome do bairro onde ele vai e sim pelo número da linha.
- Quando uma rua termina em algum lugar, ela “vai ter lá”. Exemplo: A Avenida Presidente Vargas “vai ter lá” na Candelária. No princípio achei isso meio estranho até ouvir alguém falar de uma rua que “deságua” em um lugar. Seria uma rua ou um rio? Depois dessa, “vai ter lá” ficou sendo normal.
Acho que isso é o principal para quem vem do interior de São Paulo, mas é claro que dependendo de onde o visitante vier, deverá observar muito mais coisas que lhe chame a atenção. Bom evento a todos.
Luigi