Zope é bom mas é ‘difícil’

Postado por Osvaldo Santana

A muitos anos atrás (tá, nem tantos assim) eu resolvi me aventurar com Zope. Eu era ‘garoto novo’ e bastante inexperiente com desenvolvimento OO. Me dei mal. Não sei se a coisa não rolou por causa dessa inexperiência ou porque Zope realmente era complicado. Mas o resultado foi: não deu.

Algum tempo depois fiquei mais experiente em OO e já me julgava capaz para fazer uma nova tentativa com o Zope. Modéstia à parte não sou um ‘toupeira’. Tenho uma experiência muito boa no desenvolvimento de Software e no trato com computadores e agora que já estava ‘afiado’ com desenvolvimento OO estava tudo indicando que dessa vez eu e o Zope teríamos um caso de amor.

Me adaptei super-rápido com o ZODB, super-mal com todo o resto. Não rolava desenvolver na Web e não gostei da idéia de guardar o código de minhas aplicações dentro do ZODB. Eu sei que ‘não gostei’ não é um argumento técnico muito forte mas mesmo assim abandonei o Zope porque achei que eu não era dígno de compreender a proposta dele.

Ganhei um treinamento ultra-fast-rápido com o Luciano Ramalho e continuei não gostando de algumas coisas.

Resolvi dar uma olhada no Plone e que era o melhor tipo de aplicação feita em cima do Zope que poderia existir. Assisti a uma apresentação sobre Archetypes e ArchgenXML proferida por caras que realmente souberam explicar o funcionamento deles.

Archetypes eu achei muito massa. ArchgenXML eu não gostei porque tenho ressalvas contra qualquer tipo de ferramenta que tente gerar código. A minha opinião pessoal é a de que a única ferramenta que consegue gerar código automaticamente se chama programador.

Aí chegou o Zope3 que simplesmente sumia com algumas das características que eu julgava indesejadas anteriormente. Parece que agora o ‘casamento’ sai.

Para tarefas triviais ainda é um canhão muito grande para matar pequenas moscas mas me parece que está se tornando uma boa ferramenta para desenvolver aplicações maiores.

Armei-me do que existe de melhor em termos de documentação sobre o Zope3 (até livros caros e importados) e estou atacando o dragão para desenvolver uma aplicação exemplo de controle de finanças pessoais (para meu uso). Tá saindo. Muito, mas muito mesmo, mais devagar do que se eu estivesse usando um framework mais ‘leve’ como um Turbogears ou o Django mas mesmo assim tá saindo.

Mas vou falar uma coisa: não é fácil. A facilidade de se aprender Zope é inversamente proporcional à facilidade de se aprender Python. Notei que sempre foi assim. Só estou conseguindo agora porque tenho muito mais experiência do que antes para tentar, mas se você está tentando aprender Zope agora não se ache um ‘burrão’ igual eu me achei no passado porque isso não é verdade. A verdade é que o Zope é um bicho muito difícil de domar mas depois de domado é o bicho mais poderoso que você pode ter em mãos.


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Postado por Osvaldo Santana

Não, eu não morri ainda :)
Tenho bastante coisa acumulada para comentar, então vamos começar logo.

Mudança de casa

To ficando cada dia mais craque nisso. Estou de mudança novamente, mas desta vez é na mesma cidade. Vou para um apartamento maior para esperar o resto da minha família (esposa e filho). Foi uma luta conseguir alugar um imóvel aqui em Recife. O mercado imobiliário daqui é uma palhaçada.

Aparentemente também não colocarei nada de muito novo aqui no blog durante esse período (ou seja, não muda nada :) )

Livro

Acharam que eu tinha parado de trabalhar nele, né? Pois é, erraram… estou escrevendo a aplicação de exemplo do livro. Está quase terminando. Estou usando PyGtk+ e SQLObject. Nunca tinha usado nenhum deles à sério mas é legal.

Aproveitei para dar uma olhada no Kiwi mas achei que para o livro seria mais adequado não me apegar à um framework que faz as mágicas (boas mágicas) que o Kiwi faz. De qualquer maneira irei recomendá-lo fortemente no livro.

O exemplo que usarei no livro é um gerenciador de bibliotecas pessoais (livros)

Solisc

Fui fazer a minha apresentação que fala sobre a plataforma Maemo no Solisc. Auditório com pouquíssimas pessoas mas pessoas realmente interessadas. Mais uma vez pude mostrar a importância que Python tem por ter uma licença compatível com Software Livre.

O Nokia 770 já tem Python rodando (e Mono também) mas até agora não tem sinais de Java para a plataforma Maemo.

Fui pra Florianópolis de avião (pago pelo INdT) e cheguei lá num Fucker 100. O vento lateral no momento do pouso me passou a sensação de que pousaríamos de lado, mas o piloto foi extremamente hábil e não só pousou ele na posição correta :) como ainda pousou *suavemente*.

Eu achava que o aeroporto de Congonhas parecia uma rodoviária mas o aeroporto de Florianópolis se parece mais ainda :).

Peguei um taxi, disse o meu destino e fui embora. Ao sair do aeroporto o taxista me fala: “Vou um pouquinho mais rápido para dar tempo de eu pegar uma outra corrida ainda essa noite.”. E foi. Rápido. Rápido-fazer-curva-em-duas-rodas. Me deixou um cartãozinho de visitas e disse: “Precisando de táxi é só ligar.”. Não liguei :)
Fiquei num hotel da rede Ibis no centro de Florianópolis. E fui de táxi para o lugar do evento que provavelmente era o lugar mais longe do hotel onde eu estava.

No evento um probleminha menor: meu cadastro como palestrante não existia. A organização do evento resolveu esse imprevisto em questão de minutos e fui para a sala de palestrantes.

Lá estavam o John Maddog Hall e o KDHélio e mais alguns outros que não me lembro. Cumprimentei a todos, mostrei o 770 pra eles brincarem e passavam por lá outros palestrantes e participantes do evento que, em sua maioria, eram (são) amigos meus de Curitiba. Boa chance para rever os amigos.

Não sei qual é a razão mas já não me interesso muito por assistir palestras e acabei vendo só as duas do KDHélio e mais uma do Adilson Oliveira que falou sobre o NX Server da NoMachine (que é muito interessante, diga-se de passagem).

O meu interesse principal mesmo é de saber das histórias e fofocas dos amigos que estão trabalhando com SL comigo à muitos anos.

O Brain (do BR-Linux) não pode ir no evento. Segundo ele (por telefone): “Estou preso aqui no Tribunal.”. Esquecemos de perguntar se ele iria precisar de um advogado.

Final da sexta-feira, churrascada do evento. Conversei com muita gente sobre projetos durante o churras e tomei bastante Skol. Também ‘alfinetei’ o Mazzoni da Celepar que trajava uma camiseta do Inter (eu sou corintiano). Também tivemos que empurrar o carro do Adilson porque ele ‘tunou’ o carro todo menos a bateria :)